Meta lança modelos ‘Muse Wonder’ para competir com Anthropic e OpenAI

Considerada uma retardatária na corrida pela IA, empresa afirma que chegou à fronteira da tecnologia com sistemas que têm mais "memória ativa".

Por Luisa Costa 12 out 2026, 18h00 | Atualizado em 12 out 2026, 19h48
O logotipo da Meta, um símbolo do infinito azul e a palavra Meta em branco, sobreposto a um código de programação em azul e verde em um fundo escuro
 (Montagem sobre reprodução (fotos: Meta e Artturi Jalli)/VC I.A.)
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A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) o lançamento de seus modelos de IA mais avançados até o momento: Muse Wonder e Muse Wonder Full, que supostamente estão em pé de igualdade com os melhores sistemas do setor.

A Meta afirma que o Muse Wonder e o Muse Wonder Full superam os modelos Claude Opus 5.5 e Fable 5.1, da Anthropic, assim como o GPT-6 Astra, da OpenAI, em alguns testes técnicos de referência.

Os dois novos modelos seriam mais capazes de realizar longas tarefas de programação e guardar informações relevantes de conversas anteriores com o usuário (o que a empresa chama de “memória ativa). Além disso, segundo a Meta, o modelo Wonder Full supera os concorrentes em tarefas que demandam conhecimentos específicos, jurídicos ou financeiros.

Os novos modelos estão disponíveis para assinantes do Muse Code (lançado no último mês de agosto), e o Muse Wonder também pode ser acessado por meio da API Meta Model. A empresa diz que planeja integrar o Wonder à sua plataforma de IA Muse “em breve” e desenvolver modelos “no futuro” que estarão disponíveis para “todos que usam o Muse”, não só assinantes.

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O lançamento é um marco para a empresa, considerada uma retardatária na corrida pela IA de fronteira. No último ano, a Meta investiu bilhões de dólares para construir data centers, contratar pesquisadores renomados na área de tecnologia e reformular sua liderança, correndo atrás de suas concorrentes.

“Há catorze meses, iniciamos uma reformulação dos nossos esforços em IA”, disse a empresa no comunicado de lançamento desta segunda. “Nesse período, passamos de reconstruir as nossas bases a expandir as fronteiras da tecnologia.”

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Mark Zuckerberg, CEO da Meta, disse em entrevista ao Financial Times que os novos modelos vão “permitir comportamentos muito mais sofisticados” e que “chegar a este ponto” exigiu uma “enorme capacidade computacional” e um “trabalho científico rigoroso”.

O foco da empresa atualmente é desenvolver e popularizar agentes pessoais, como seu aplicativo recém-lançado Meta Muse, que em pouco tempo se tornou o app mais baixado para iPhone e Android nos Estados Unidos e ganhou um gadget próprio com mascote que está sendo comparado a um Tamagotchi.

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Segundo a Meta, lançar os modelos Wonder é “mais um passo rumo à disponibilização da superinteligência pessoal aos bilhões de pessoas que utilizam [os produtos da empresa]”.

Confira os benchmarks completos no blog de pesquisa da Meta, clicando aqui.

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