Google Assistente vai sumir do Android em setembro e ser substituído pelo Gemini

A partir de 4 de setembro, o Gemini assume sozinho como assistente em celulares, tablets, relógios e fones de ouvido, sem opção de voltar atrás.

Por Leo Caparroz 10 ago 2026, 12h00 | Atualizado em 10 ago 2026, 19h16
O logotipo do Google Assistente, com quatro pontos coloridos (azul, vermelho, amarelo e verde), acima de um balão de fala branco com a frase Hi, how can I help? em preto
 (Google/Reprodução)
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O Google começou a avisar usuários por email que vai desligar o Assistente em dispositivos móveis a partir de 4 de setembro, segundo apurou o 9to5Google. A partir dessa data, quem ainda não migrou será empurrado de vez para o Gemini.

Desde que o Gemini entrou em campo, os dias do Google Assistente estavam contados. Agora, a empresa finalmente está dando os passos finais do desligamento. “Começaremos a remover o acesso ao Google Assistente a partir de 4 de setembro”, afirma o Google no email, “e prevemos que esse processo poderá levar algumas semanas para chegar a todos. Assim que a disponibilidade for removida, você não poderá mais usar nem voltar a utilizar o Google Assistente em seu smartphone, tablet ou dispositivos emparelhados.”

A mudança atinge, principalmente, celulares e tablets Android, relógios com Wear OS e fones de ouvido pareados. Por enquanto, ficam de fora os dispositivos com Google TV, as caixinhas de som Google Home e carros com o Android Auto nativo.

Desde 2025, o Google oferece a escolhe entre usar o Gemini ou voltar para o Assistente tradicional quando a IA não entrega o que você queria. Esse aviso prévio da demissão do Assistente estava inicialmente previsto para terminar ainda em 2025, mas foi esticado até agora. A empresa deve ter levado mais tempo para adaptar o Gemini para as tarefas simples do dia a dia que o Assistente cuidava.

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O problema é que o Gemini ainda não cobre 100% do que o Assistente fazia. Segundo o próprio Google, algumas ferramentas seguem sem suporte no Gemini. Até então, a solução oficial da empresa para quem precisava de um recurso ausente era voltar para o Assistente. Mas, assim que a migração acontecer, essa porta vai se fechar.

Para Jennifer King, pesquisadora de privacidade e dados na Universidade Stanford, a IA generativa do Gemini pode ser mais capaz do que o Assistente e, ao mesmo tempo, ser menos competente em responder aos pedidos simples e previsíveis que muitos dos usuários precisam.

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“Você não está fazendo uma pergunta, você está dando uma ordem”, diz ela. “Eu só quero que ele acenda as luzes. Ele precisa ser meio ‘burro’.”

O Assistente funcionava bem com instruções específicas porque não precisava interpretar muito além do comando do usuário. A adição de recursos generativos cria o risco do sistema complicar demais pedidos que, anteriormente, eram resolvidos de forma consistente e sem drama.

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O Google não é o único a aposentar seu assistente de primeira geração: a Microsoft encerrou o app da Cortana em 2023, a Amazon reconstruiu a Alexa em torno de IA generativa com a Alexa+ (hoje disponível para uma base de mais de 600 milhões de dispositivos) e a Apple prepara a Siri AI. O Assistente, lançado em 2016, termina a vida como mais um nome na lista do cemitério do Google, lista de produtos cancelados que já reúne Stadia, Hangouts e o Google Podcasts.

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