Como pesquisar e comprar usando agentes de IA
72% dos brasileiros consideram usar a ferramenta na Black Friday e no Natal desse ano. Em 2025 eram 39%.
Segundo o Agentic Commerce Report 2026, da Global Payments, 72% dos brasileiros já experimentaram ou estão dispostos a utilizar agentes de inteligência artificial para fazer compras neste ano, ante 39% em 2025. Para Thiago Arnese, CEO da Plati AI, o aumento do interesse dos consumidores acompanha o avanço das funcionalidades. “Essa evolução abre espaço para que as pessoas deixem de usar a IA apenas para tirar dúvidas e passem a contar com sistemas capazes de apoiar diferentes etapas de uma tarefa.”
Além de contribuir para pesquisar produtos e encontrar o menor preço, a tecnologia também pode comparar modelos, avaliar especificações, calcular custos de frete, considerar restrições de orçamento e organizar informações antes da decisão. “O importante é entender quais recursos estão disponíveis nas IAs e verificar os dados antes de concluir uma compra”, afirma. O executivo lembra ainda que o agente interpreta mensagens por áudio ou texto e busca adequar a jornada aos objetivos e às instruções do consumidor.
“O alcance dessas possibilidades, porém, depende das funcionalidades de cada ferramenta”, reforça Thiago. Nem todo assistente consegue consultar preços atualizados, monitorar estoques continuamente ou realizar ações em sites de varejistas. “Mas, mesmo quando a IA não executa tarefas automaticamente, ela pode ajudar o usuário a estruturar a pesquisa, comparar alternativas e refletir sobre suas escolhas”.
A seguir, confira sete práticas indicadas pelo especialista da startup para tornar o processo de compra com IA eficiente e consciente:
1. Defina o orçamento antes de pesquisar: estabelecer quanto pretende gastar e quais produtos são prioritários simplifica a tarefa. Nesse caso, a IA pode ajudar a distribuir o orçamento entre diferentes compras, avaliar alternativas por faixa de preço e identificar quais características são essenciais.
2. Descreva o que você realmente precisa: aqui, em vez de perguntar apenas qual é o melhor notebook ou celular, vale informar a finalidade de uso, características e o valor máximo disponível. “Quanto mais claros forem os critérios, mais direcionada poderá ser a comparação”, aponta. O assistente também pode explicar termos técnicos e organizar vantagens e limitações de diferentes modelos.
3. Compare especificações, garantia e custo-benefício: dois produtos com preços semelhantes podem oferecer recursos bastante diferentes. Por isso, a dica é pedir ajuda para comparar capacidade, desempenho, consumo de energia, garantia e adequação ao uso pretendido. As informações técnicas devem ser conferidas nos canais oficiais dos fabricantes e nas páginas dos vendedores.
4. Verifique se o desconto é real: um percentual elevado de desconto não significa necessariamente que o produto esteja mais barato do que em períodos anteriores. Consultar ferramentas especializadas em histórico de preços e comparar os valores praticados por diferentes lojas são etapas feitas pela IA.
5. Considere o custo total da compra: frete, juros, prazo de entrega e condições de parcelamento podem alterar a vantagem de uma promoção. Ao comparar ofertas, Thiago orienta considerar o valor final e as condições de pagamento, e não apenas o preço anunciado ou o valor de cada parcela.
6. Use a tecnologia para reduzir compras por impulso: a urgência das ofertas por tempo limitado pode levar a decisões pouco planejadas. Uma alternativa é estabelecer previamente critérios para decidir se uma compra vale a pena: o produto atende a uma necessidade real? Cabe no orçamento? O desconto é relevante em relação ao histórico de preços? Existem opções com melhor custo-benefício?
7.Faça o teste pelo WhatsApp: por meio do WhatsApp, o consumidor pode utilizar o Plati Lite, uma ferramenta que faz pesquisas de preços e especificações, sem custo ao longo das datas festivas. Basta enviar uma mensagem para o número do Plati Lite e iniciar uma conversa como faria com qualquer pessoa, descrevendo o que procura e fazendo perguntas em linguagem natural. A partir da interação, o usuário explora alternativas e esclarece dúvidas antes de tomar qualquer decisão.
Guia prático
Para facilitar o primeiro contato, Thiago sugere adaptar a mensagem abaixo às próprias necessidades e, na sequência, copiar, colar e enviar os comandos (prompt) ao assistente de IA, lembrando que os resultados dependem dos recursos, das fontes de informação e das integrações disponíveis na ferramenta utilizada: “Quero comprar um tênis de corrida e uma fritadeira elétrica na Black Friday, com orçamento total de R$ 1.500. Quero encontrar boas ofertas sem comprar por impulso. Ajude-me a conduzir essa busca do início ao fim, por favor”.
- Faça perguntas para entender minhas necessidades e definir os critérios de escolha de cada produto.
- Pesquise opções disponíveis e compare preços, especificações, avaliações e condições de pagamento, utilizando fontes confiáveis.
- Verifique, quando houver dados disponíveis, o histórico de preços para avaliar se os descontos são relevantes.
- Calcule o custo total de cada opção, incluindo frete e eventuais juros, e proponha uma divisão do orçamento entre os dois produtos.
- Se houver recurso de monitoramento de preços, acompanhe as opções selecionadas e me avise quando atingirem os valores-alvo que definimos.
- Antes de recomendar uma compra, confira se a oferta atende aos critérios estabelecidos e se o gasto total permanece dentro do orçamento.
- Apresente as fontes e as datas das informações consultadas. Se não conseguir pesquisar preços atuais ou monitorá-los automaticamente, informe essa limitação em vez de simular essas ações. Não finalize nenhuma compra sem minha autorização.
“A estratégia não elimina o risco de compras por impulso, mas ajuda a estabelecer critérios antes da decisão”, acredita o CEO da Plati AI. “Também é importante conferir as informações diretamente nas lojas e nos canais oficiais, especialmente em relação a preços, disponibilidade, frete e condições de pagamento”.





