Como usar a biblioteca de prompts do Claude Code com 52 opções prontas

Conheça o catálogo de modelos de comando disponibilizado pela Anthropic para facilitar seu trabalho com o Claude Code

Por Leo Caparroz 13 jul 2026, 18h00 | Atualizado em 17 jul 2026, 13h53
Tela de computador com fundo preto exibindo um ícone pixelado de um alienígena em tom cobre e texto branco que inclui Claude Code, Opus 4.7, Claude Enterprise e build
 (Bloomberg/Getty Images)
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Os programadores vão gostar dessa notícia. A Anthropic publicou a biblioteca de prompts do Claude Code, um catálogo com 52 comandos prontos para copiar e colar na ferramenta de programação com IA da empresa. A página reúne prompts organizados por tarefa e por função, do primeiro contato com um repositório até a automação de tarefas recorrentes. Ela está disponível em português no guia oficial da ferramenta. Você pode encontrá-la neste link.

Com esse lançamento, a Anthropic quer facilitar o início de quem está começando a usar o Claude Code, seu assistente de codificação. Em vez de descobrir por tentativa e erro como formular um bom pedido, o programador vai encontrar exemplos testados, prontos para adaptar ao seu próprio projeto.

Conhecendo os prompts

A ferramenta funciona como um índice interativo. Cada prompt aparece em um cartão que pode ser expandido para mostrar três informações.

A primeira delas é o texto do comando, o prompt em si. Ele vem com campos editáveis, destacados, para o usuário preencher com os dados do próprio projeto. Depois, basta copiar e colar na sua ferramenta.

A segunda é uma explicação de “por que isso funciona”. Nela, você pode ver o padrão por trás de cada prompt. Entender o que faz deles bons comandos vai te ajudar a escrever seus próprios prompts depois.

Alguns prompts do catálogo também tem uma informação adicional, um passo seguinte sugerido. Ele vai te apontar para outro recurso do Claude Code (skills, memória de projeto ou modo de plano), para que você aprofunde o fluxo de trabalho.

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As divisões da biblioteca

Os prompts foram organizados em cinco fases do ciclo de desenvolvimento de software: descobrir, design, construir, lançar e operar.

Também foram agrupados em várias categorias, como entender, testar, revisar, depurar e automatizar. Também é possível filtrar por função, com filtros voltados a perfis de produto, design, documentação, marketing, segurança e operações – o que mostra que a Anthropic quer fazer o Claude Code alcançar quem não é do time puramente técnico.

O material dos prompts foi compilado a partir de outros guias já publicados pela Anthropic – incluindo o de fluxos de trabalho comuns, o de melhores práticas e um levantamento sobre como as equipes internas da Anthropic usam a ferramenta no dia a dia.

Exemplos práticos de prompts

Entre os 52 itens catalogados, separamos alguns exemplos que ilustram bem a lógica da biblioteca:

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  • Orientação em um repositório novo: “dê uma visão geral desta base de código: arquitetura, diretórios principais e como as partes se conectam.” É o prompt recomendado como ponto de partida para quem chega a um projeto desconhecido. Também é o primeiro prompt da lista.
  • Revisão de mudanças antes do commit: “revise minhas alterações não commitadas e sinalize qualquer coisa que pareça arriscada antes de eu fazer o commit.” A ideia é detectar problemas enquanto ainda são baratos de corrigir.
  • Depuração de teste com falha: “o teste {nome} está falhando, descubra por que e corrija.” O programador não precisa saber qual arquivo está quebrado. O prompt descreve só o sintoma e deixa o Claude encontrar e corrigir o problema.
  • Correção de bug visual: a descrição do prompt dá exemplo de um botão de login que está ultrapassando outro elemento por 20 pixels. Se você especificar o elemento exato, a medição e o viewport, o Claude Code consegue fazer uma correção precisa.
  • Transformação de tarefa recorrente em automação: “crie uma skill /{nome} para este projeto que {faça os passos}”, usada para converter um fluxo repetido em um comando reutilizável por toda a equipe.

As variáveis entre chaves que acompanham os prompts funcionam como lacunas a serem preenchidas. Antes de mandar o comando, você substitui {o que ele sugere} pelo que você realmente precisa. Isso facilita a adaptação sem exigir conhecimento prévio de engenharia de prompt.

Como usar a biblioteca com eficiência

A própria Anthropic resume, ao final da página, os padrões que tornam esses prompts eficazes. Eles são um manual implícito para quem quiser escrever os próprios comandos depois de esgotar todos os modelos prontos:

  1. Descreva o resultado esperado, não os passos técnicos. Deixe que o Claude Code explore os arquivos e decida o caminho, em vez de listar cada etapa manualmente.
  2. Incluir uma forma de verificação no próprio prompt. Pedir para executar, testar ou comparar o resultado dentro do mesmo comando evita que o processo pare após um resultado.
  3. Apontar para uma referência existente. Indicar um arquivo, teste ou padrão já usado no projeto ajuda a manter consistência no código gerado.
  4. Definir metas mensuráveis. Em tarefas de otimização ou cobertura de testes, especificar um número-alvo esclarece quando o trabalho está finalizado.
  5. Fornecer o artefato bruto. Colar mensagens de erro, logs, capturas de tela e referenciar arquivos costuma gerar respostas mais precisas do que apenas descrever o problema.
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A página também recomenda um próximo passo depois que um prompt funciona bem: transformá-lo em uma “skill”, um comando reutilizável que qualquer pessoa da equipe pode acionar, e registrar convenções aprendidas em um arquivo de memória do projeto (o CLAUDE.md), para que cada nova sessão já comece com esse contexto.

Acelerando o uso

A biblioteca funciona como um guia de boas práticas embutido na própria interface do Claude Code. Ao explicitar o raciocínio por trás de cada prompt recomendado, a Anthropic tenta ensinar o usuário a formular pedidos melhores por conta própria. Claro que você pode usá-la como uma lista de comandos e exemplos prontos, mas copiar e colar não vai resolver todas as suas demandas.

Para equipes de desenvolvimento que já usam o Claude Code, o catálogo funciona como referência rápida para tarefas do cotidiano, de revisão de pull requests a investigação de incidentes em produção. Para quem está começando, é uma porta de entrada organizada para entender o que a ferramenta é capaz de fazer e como tirar o máximo proveito dela.

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