Entenda a disputa judicial entre Apple e OpenAI

Fabricante do iPhone processou a responsável pelo ChatGPT nesta sexta (10), alegando roubo de propriedade intelectual.

Por Luisa Costa 13 jul 2026, 20h35 | Atualizado em 13 jul 2026, 20h36
O logotipo branco da Apple, uma maçã mordida, aparece em destaque na fachada de vidro de uma loja, refletindo o interior e o céu. Folhas verdes de uma árvore estão no canto superior direito
 (Cheng Xin/Getty Images)
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A Apple entrou com uma ação judicial contra a OpenAI na última sexta-feira (10), em um tribunal federal da Califórnia, alegando que a empresa de inteligência artificial estaria se apropriando sistematicamente de segredos comerciais da fabricante do iPhone para acelerar projetos de desenvolvimento de hardware.

Mais de 400 profissionais trabalharam na Apple antes de se tornarem funcionários da OpenAI, segundo o processo. A responsável pelo ChatGPT estaria obtendo informações confidenciais com essas pessoas, mas também por meio de processos seletivos e relacionamentos com fornecedores.

A Apple afirma que tentou discutir o possível vazamento de informações com a OpenAI em fevereiro, explicando suas suspeitas em uma carta, mas não obteve resposta.

Agora, a empresa afirma publicamente que “surgiram evidências significativas sugerindo que indivíduos empregados pela OpenAI se apropriaram indevidamente de informações confidenciais da Apple sobre nossas tecnologias, processos e produtos ainda não lançados.”

Em comunicado, a OpenAI disse que “não [tem] interesse nos segredos comerciais de outras companhias” e que está concentrada em “desenvolver tecnologia inovadora”.

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“Sempre defenderemos o trabalho árduo e as inovações de nossas equipes”, disse a Apple, “e estamos tomando todas as medidas apropriadas para isso”.

A disputa judicial é o ápice das tensões que cresceram nos últimos meses entre as duas empresas, que em 2024 se tornaram grandes parceiras com a integração do ChatGPT, da OpenAI, à Siri, assistente virtual da Apple. Desde então, elas competem por profissionais e tecnologia.

Em 2025, a OpenAI comprou a io Products, startup fundada por Jony Ive, designer lendário por trás do iPhone. Este ano, a Apple firmou parceria com o Google para a nova geração da Siri. Estão ambas correndo contra o tempo – uma para desenvolver hardware próprio; outra para lançar dispositivos baseados em IA.

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Ex-funcionários acusados

Na ação judicial, a Apple menciona Chang Liu, seu ex-engenheiro sênior de sistemas elétricos, e Tang Yew Tan, que era vice-presidente de Design de Produtos responsável pelo iPhone e pelo Apple Watch.

Segundo as acusações, Chang trabalhou em “alguns dos programas de desenvolvimento de produtos mais sensíveis” da Apple, não devolveu o notebook corporativo antes de partir para a OpenAI e aproveitou uma falha de segurança para acessar e copiar dezenas de arquivos confidenciais da empresa.

Tang, que trabalhou por 24 anos na Apple, estaria “usando metodicamente informações confidenciais [da companhia] para beneficiar a OpenAI”, segundo a ação judicial. A empresa afirma que o atual chefe de hardware da empresa de inteligência artificial teria enviado dados internos de fornecedores para si mesmo antes de sua demissão.

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A Apple também acusa Tang de instruir funcionários da empresa a levar projetos digitais e protótipos confidenciais para demonstrações técnicas em entrevistas de emprego na OpenAI.

Nenhum dos ex-funcionários, porém, aparece como réu no processo. A Apple acusa a OpenAI ​Foundation, a OpenAI Group PBC (ramo comercial da companhia de Sam Altman) e a io Products.

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