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Por Leo Caparroz
Uma pesquisa da Pangram, companhia especialista em detectar obras de IA generativa, mostrou que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são escritas com LLMs (large language models, a família de modelos à qual pertence o ChatGPT).
O levantamento considerou um milhão de publicações provenientes de cinco redes sociais: LinkedIn, Medium, Substack, X (ex-Twitter) e Reddit. A Pangram usou seu sistema detecção de IA, que teria taxa de 0,01% de falsos positivos.
O LinkedIn apresentou a maior proporção de conteúdo gerado por IA entre todas as plataformas. A rede representava um terço da amostra, mas continha 62% de todo o o conteúdo artificial detectado.
A segunda rede com mais posts gerados por IA foi o X: 29% dos textos com mais de 250 palavras tinham mão de ChatGPT e cia. Entre as publicações menores, a taxa foi de apenas 9%.
A Pangram constatou que, de modo geral, postagens mais longas em todas as plataformas têm maior probabilidade de serem geradas por IA do que publicações mais curtas.
"Um cenário em que a internet esteja completamente inundada por conteúdo de IA não identificado é desolador, mas não acreditamos que isso seja inevitável" afirma Max Spero, CEO e cofundador da Pangram.
"Esperamos que, ao trazer transparência ao conteúdo online gerado por IA, possamos devolver aos usuários da internet algum controle sobre como dedicam sua atenção", disse Max.
Laura Lorenzetti, editora-executiva do LinkedIn, fez uma publicação em maio afirmando que a plataforma estava desenvolvendo métodos para identificar e penalizar conteúdos possivelmente gerados por IA.
“Quando a IA é utilizada em excesso, especialmente em larga escala e de forma automatizada, ela dilui os insights valiosos que conversas humanas reais podem despertar”, escreveu Lorenzetti.