ÉTICA

Como usar IA para textos acadêmicos

Como usar IA para textos acadêmicos

Por Leo Caparroz

Você pode usar IA para escrever uma tese ou dissertação, mas ela não pode pensar no seu lugar. Isso viola o princípio dessa atividade: avaliar seu pensamento crítico e sua habilidade de pesquisa.

Algumas instituições já publicaram orientações detalhadas sobre o tema para seus alunos de pós-graduação, como a Universidade de Bristol, no Reino Unido. Em geral, elas reforçam que a IA precisa ter um papel secundário em um texto acadêmico.

Cruzando orientações de universidades internacionais, chegamos a quatro usos da IA que são mais aceitáveis (e éticos) do que outros, no âmbito dos trabalhos acadêmicos. Veja a seguir.

Levantamento bibliográfico. Ferramentas como Google Scholar, Semantic Scholar e Elicit ajudam a localizar artigos e mapear tendências de um campo de pesquisa – mas a leitura crítica das fontes é tarefa do pesquisador.

1.

Organização de referências. Softwares como Zotero e Mendeley ajudam a formatar citações, por exemplo, sem substituir a checagem individual de cada fonte mencionada.

2.

Revisão gramatical pontual. Os guias já publicados recomendam usar IA apenas para encontrar erros de digitação e concordância no texto, não para reescrever frases inteiras.

3.

Brainstorming inicial. Também está liberado usar a IA como interlocutora para testar hipóteses ou ideias de tópico, mas as decisões finais do seu trabalho precisam passar, claro, pela aprovação do seu orientador.

4.

Também é fundamental checar toda referência que as ferramentas mencionam e todo resultado que elas geram. O conteúdo produzido por uma IA pode soar muito plausível e bem feito, mas ser impreciso ou simplesmente incorreto.

Antes de usar qualquer ferramenta, o caminho mais seguro é consultar a política da sua própria universidade ou programa de  pós-graduação, que costuma ser mais específica do que qualquer recomendação geral.

 Lembre-se: mesmo onde a IA é bem-vinda, o argumento, a interpretação dos dados e a conclusão da pesquisa continuam sendo, por definição, trabalho de quem assina o documento.

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